6 motivos para dormir com seu cachorro

Dormir com o seu pet faz bem para a sua saúde, mito ou verdade? Os amantes dos animais podem comemorar porque essa afirmação é verdadeira. Pesquisa realizada com 150 pacientes do Centro do Sono da Mayo Clinic revelou que, além de se sentirem mais seguros, 41% dos participantes que dormiam com seus cães ou gatos se sentiam melhor na hora de dormir, quando deixavam os pets deitarem na cama junto com eles.

Se ainda ficou alguma dúvida sobre deixar, ou não, seu cachorro subir na cama com você, aqui vai uma lista com algumas razões para você mudar esse cenário.

Cães reduzem problemas psicológicos

Estudos comprovam que a companhia dos cães ajudam a diminuir a ansiedade, principalmente em pessoas que sofrem com quadros mais graves como o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TGA). Especialistas inclusive recomendam que pessoas com TGA ou Síndrome do Pânico tenham um bichinho de estimação, pois, eles motivam a sair de casa, promovem a interação e, na hora de dormir, proporcionam sensação de segurança.

Você se sente mais seguro

É como ter uma pessoa a mais em casa para dividir a sua vida, assim normalmente o cachorro ocupa seu espaço em uma família. A grande diferença é que, se esse importante membro ouvir qualquer barulho, ele com certeza vai alertar com latidos e todo cão tem um instinto natural de proteção com o seu dono.

Cachorros são fofos

Eu sei que você não vai conseguir ir contra esse argumento. Imagina como seu dia vai ficar melhor ao acordar com um cão se aconchegando em você, oferecendo o amor mais puro e verdadeiro do mundo, sempre ao seu lado, inclusive na hora do descanso tão merecido.

Você reforça o seu poder de liderança

Os cães trazem em seu DNA a vivência nas matilhas e naturalmente eles precisam de um líder, normalmente o proprietário ocupa esse papel. Na matilha, o cachorro dorme sempre com o líder, ao deixar o seu peludo dormir com você, a sua liderança e a cumplicidade entre vocês será reforçada.

Fonte maravilhosa de calor

Os cães são naturalmente mais quentes que os seres humanos, mesmo aqueles com pelagem mais curta. Além disso, eles possuem uma tendência muito agradável de se aninhar perto do dono, sendo dessa forma uma fonte natural de calor e aconchego. Bom, essa vantagem pode ser um pouco complicada no calor, mas aí, o próprio peludo vai querer um pouco mais de espaço.

Você vai ficar fisicamente mais saudável

Estudos realizados pelo Instituto Nacional de Saúde e pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças apontaram que, mesmo enquanto você está dormindo, ter o seu cachorro por perto te ajuda a ser uma pessoa menos estressada, o que acarreta em níveis reduzidos de colesterol e triglicerídeos.

Com todos esses motivos, eu consegui te convencer a deixar seu melhor amigo a subir na cama? Deixe a sua resposta nos comentários.

Eu preciso passear todo dia com o meu cachorro?

Essa pergunta gera muito polêmica entre os donos, especialmente entre aqueles que possuem quintais com bastante espaço para os cães correrem. Não importa se a sua casa é grande, ou se a raça do seu cachorro é de um porte pequeno, o passeio é fundamental para a liberação da serotonina e dopamina, neurotransmissores que relaxam não só o animal, mas também os seres humanos.

Durante o passeio, o cão explora novos ambientes, que oferecem para ele um enriquencimento ambiental repleto de novos cheiros, contatos com outros animais, pessoas, inclusive outros sons, que muitas vezes o animal precisa vivenciar para não se tornar ansioso. É comprovado que um passeio libera 20 horas de serotonina e dopamina no cérebro dos animais, por isso, é importante tornar essa atividade diária, dessa forma, você mantem a sensação de bem-estar e energia do seu melhor amigo.

Se o seu cão é do tipo que puxa muito a coleira, ou seja, que possue um comportamento ansioso durante os passeios, praticar essa atividade regularmente vai torná-la cada vez mais natural e deixá-lo menos suscetível negativamente a essa prática. Eu costumo indicar para donos que possuem animais agitados e que destroem tudo que encontram pela frente, primeiro brincadeiras diárias e segundo os passeios, que ajudam a gastar energia e aproximam ainda mais os animais de seus proprietários.

Como ter um passeio mais agradável?

Muitos cachorros puxam a coleira e dependendo do tamanho e da força do animal, o dono se sente levado para passear e não o contrário. Para tornar o passeio mais agradável deixe a coleira um pouco frouxa, leve petiscos para gerar interesse do animal e comece andando rápido sem direção até o cão prestar atenção em você, quando ele fizer isso, ofereça um petisco e parabenize-o, em seguida volte  a andar da mesma forma.

A repetição desse movimento vai despertar o interesse do animal, que sabe que pode ganhar uma recompensa. Em nenhum momento puxe a coleira, torne o movimento natural e elogie seu cão quando ele respeitar o comando de olhar para você. Após esse treinamento, direcione o cachorro para o seu lado esquerdo, mantenha os elogios e os petiscos, claro que, durante todo o processo você precisa notar o animal caminhando do seu lado e te seguindo sem nenhum esforço.

Com o tempo, esse treinamento avança para um ponto em que o animal para junto com o dono e se senta. Esse comportamente é ideal especialmente ao atravessar uma rua, isso oferece mais segurança para o cão e seu dono. Depois que o pet aprender a andar do seu lado sem puxar a coleira, sempre o recompense quando ele parar junto com você e se sentar para te esperar. Normalmente o cachorro leva em média de duas a três sessões de adestramento para aprender o conceito do passeio e até dez para finalizar o treinamento.

Esse comando é muito importante não só para deixar o passeio com seu melhor amigo mais prazeroso, mas também para deixá-lo completamente seguro e sem ansiedades. Curtiu a dica? Deixe sua história nos comentários.

 

Os 7 gatos mais inteligentes do mundo

Há quem diga que os gatos estão planejando dominar o mundo, fato é que a inteligência dos felinos é surpreendente e pode ser que eles dominem mesmo. Brincadeiras a parte, eu já escrevi aqui sobre as raças de cachorros mais inteligentes do mundo e não poderia deixar os bichanos de fora, mas antes, vale lembrar que todos os felinos são munidos de uma curiosidade e precisão de movimentos natural, porém, algumas raças se destacam pela sua inteligência.

Acredito que, assim como eu, todo veterinário que possui vivência com animais domésticos tem fascínio pela curiosidade e independência dos gatos, claro que algumas raças, como o popular Siamês, se destacam.  Os Siameses costumam ser tão acessíveis ao adestramento, que podem ser treinados para passear de coleira, algo quase impossível de se imaginar em um felino.

Diferente dos cães, os gatos não vão demonstrar o que aprendeu apenas para agradar o seu dono, o truque vai acontecer espontaneamente, quando ele quiser alguma recompensa ou se aproximar de seu proprietário. Para definir se uma raça é mais ou menos inteligente é levado em consideração: a sua compreensão durante o adestramento, a facilidade com que ele interage com outros animais (não apenas com gatos) e a sua capacidade de se adaptar em diferentes ambientes.

Agora, vamos ao top 7 dos felinos

1 Abissínio

O Abissínio é uma das raças de gatos mais antigas do mundo e segundo a sua história, o primeiro dessa raça foi levado da Etiópia para a Grã-Bretanha no final do século XXI. Entre as características mais comuns desse felino estão: agilidade, independência, exploração e vontade de brincar.

Quem tem um Abíssinio em casa sabe o quanto ele  é extrovertido, ativo, inteligente e sociável com pessoas e outros animais. Essa raça precisa de grandes espaços para se exercitar, quem tiver esse felino em um apartamento deve oferecer desafios mentais e arranhadores para que ele não fique deprimido.

O Abissínio adora interagir com seus donos em brincadeiras de buscar, além disso, é o companheiro ideal para quem tem outros animais em casa.

2 Siamês

Seu temperamento alegre e brincalhão fez do Siamês uma das raças mais populares do mundo. Os Siameses possuem muita energia, precisam ganhar muita atenção, afeto e são muito inteligentes. Estes elegantes bichanos tiveram origem na Tailândia, dizia a lenda que os gatos herdavam as almas da realeza.

Os Siameses gostam de se comunicar vocalizando através de miados altos, para eles não bastam ronronados e esfregadas. Essa raça precisa do contato direto com seus donos, são dependentes, precisam de muito carinho e podem ficar deprimidos se não receberem a atenção necessária.

3 Bengala

Sociáveis, ativos e escaladores natos, os gatos-de-bengala podem ser encontrados nos cantos mais altos da casa. É uma raça recente de origem americana, descendente direto do leopardo asiático, gato selvagem encontrado no sudeste da Ásia.

Esse felino possui uma aparência selvagem e ao mesmo tempo elegante, são muito dóceis, de fácil socialização, equilibrado e companheiro. Sua parceria com o seu dono e familiares é tão próxima que dá a essa raça um ar quase canino, ao mesmo tempo ele preserva uma independência naturalmente felina.

O gato-de-bengala adora praticar exercícios ao ar livre, escalar árvores, tem tolerância a água, mostrando um interesse até por brincar nela. São grandes caçadores, com porte forte e muito ágeis.

4 Birmanês

Semelhante ao gato-de-bengala, a raça Birmanesa tem um apego muito especial com seus donos, claro, são extremamente inteligentes, não só para aprender truques, mas na facilidade de se relacionar com outros animais. Esse gato é sagrado e misterioso, pois descendem dos gatos que eram venerados como deuses nos templos budistas da Birmânia, na Ásia. Os sacerdotes acreditavam que os fiéis voltavam na forma desse lindo felino de pelagem longa e sedosa.

O Birmanês é muito equilibrado, gentil, ativo e brincalhão. Não costuma solicitar o dono constantemente, mas é carinhoso e gosta de companhia. É um gato caseiro, dócil, ama carinho, porém não é tão amigável com estranhos. É ideal para viver em apartamentos ou propriedades com quintais pequenos.

5 Rex Cornish

São gatos muito afetuosos e com forte instinto explorador, gostam de conhecer todos os cantos da casa. A raça surgiu em meados dos anos 1950 e não para de ganhar fãs devido o seu temperamento carinhoso e pouca exigência de cuidados. Para quem tem outros animais em casa e crianças, o Rex Cornish será um companheiro perfeito para participar das brincadeiras.

O primeiro gato dessa raça nasceu em Cornwall na Inglaterra, a partir desse momento a popularidade do felino ganhou o mundo. O Rex Cornish é brincalhão, afetuoso, sociável, independente e em uma turma de gatos ele sempre será o líder. Ele gosta de estar acompanhado, não gosta de ambientes frios e é adepto de um bom colinho.

6 Savannah

Com uma aparência quase selvagem, os gatos Savannah são muito ativos e precisam ser estimulados mentalmente com treinamentos para manter a sua forma domesticada. A raça é muito dócil, brincalhona, cheia de energia e adora brincar.

Teve origem em 1994, mas foi apenas em 2000 que o Savannah foi registrado na The International Cat Association. Esse gato nasceu do cruzamento de um gato doméstico com o Serval, um felino selvagem de origem africana. A raça é perfeita para casa com outros animais e crianças, possui muito habilidade com salto, por isso, é importante tomar cuidado com objetos delicados a mostra.

Ao contrário de muitos felinos, o Savannah é muito tolerante a água podendo entrar em brincadeiras aquáticas com seus donos.

7 Scottish Fold

Essa raça é muita exigente na hora de chamar a atenção dos donos, por isso, quem procura um gatinho muito carinhoso, o Scottish é perfeito. Os olhos de encantar e a pelagem macia, são apenas algumas das características que chamam atenção nesse felino de origem escocesa.

O Scottish Fold é calmo, dócil, se adapta a família e se conecta facilmente no relacionamento com seus donos. Ama receber carinho, convive em harmonia com crianças e outros animais de estimação. A raça é brincalhona, mas o seu temperamento predominante é a calma, por isso, ambientes pequenos como apartamentos não afetarão o seu desenvolvimento saudável.

Como adestrar gatos domésticos?

 

Os gatos são por natureza mais independentes e esse comportamento parece que torna a possibilidade do adestramento mais distante, mas isso é um mito. Com paciência e carinho você pode ajudar qualquer animal doméstico a reverter problemas de comportamento. Para começar compreenda que os gatos prestam atenção em comandos por poucos minutos, por isso, não adianta desgastar a rotina do animal é, preciso respeitar o seu tempo.

O método de recompensas vale também para os felinos, não são só os cachorros que retornam a comandos em troca de carinho e petiscos, o reforço positivo é importante no treinamento comportamental de qualquer animal. Além de melhorar a vida do felino, o processo de adestramento será recompensador também para o dono, que terá mais tempo de qualidade com seu pet, os dois lados ganham.

Precisam passar por adestramento, gatos com problemas para fazer as suas necessidades no local correto, que sobem em locais inapropriados, arranham móveis, cortinas, que desenvolveram comportamento agressivo, entre outros hábitos. Para começar a mudar o comportamento desse animal crie um ambiente estimulante com brinquedos, arranhadores em espaços predefinidos, além disso, é preciso disponibilizar uma caixa higiênica apropriada.

Além desses passos simples, separei 5 dicas que você pode seguir na sua casa para começar o adestramento do seu gato.

Dicas para o adestramento  de gatos domésticos

1 – Para ensinar seu gato a fazer as necessidades na caixa de areia basta mantê-la sempre limpa, não mudá-la de lugar e levá-lo algumas vezes até ela para criar o hábito. Existem também educadores sanitários, que atraem os animais para fazerem suas necessidades no local demarcado.

2 – Associe o nome do felino a algo positivo, sempre diga seu nome e em seguida faça um carinho e o elogie. Assim, quando ele escutar a palavra “não” com uma entonação diferenciada, entenderá que algo não pode ser feito.

3 – Gestos e comandos vão se tornar parte da rotina do adestramento, a repetição, um dia e um período curto de tempo por vez, a paciência aqui é a alma do negócio. Não se desespere e faça vários comandos de uma vez, não é assim que a mente dos gatos funciona.

4 – Além de elogiar, oferecer petiscos é uma prática comum durante o adestramento. Depois de cada comportamento positivo e atividade praticada é normal oferecer um petisco ao animal. Essa etapa complementa a fase de repetição do nome associado a algo positivo.

5 – Por fim, a técnica de diminuir e ampliar o espaço do gato é muito positiva durante o treinamento. Parece confuso, mas dessa forma você ensina o positivo e o negativo, toda vez que o animal se aproximar do seu espaço de brincadeiras o dono usará a palavra de comando “venha”, assim ele vai associar esse ambiente a algo prazeroso, mas se ele subir em um lugar proibido ouvirá o comando “não”, assim delimita na casa os espaços permitidos e proibidos.

 

As 10 raças de cachorros mais inteligentes

Cada cão é especial em sua nobreza, personalidade, cor e tamanho, mas algumas raças se destacam no campo da inteligência. No livro “A inteligência dos cães”, de Stanley Coren, o autor criou uma lista com os 10 cachorros mais inteligentes do mundo baseado em dados de competições caninas. Para criar o ranking, Coren levou em consideração as capacidades de obediência e trabalho dos cães durante as provas.

Entre as raças, estão algumas bastante conhecidas como o Poodle, o Pastor Alemão e o Labrador. A seguir conheça o ranking com os top 10 cachorros mais inteligentes do mundo:

10º Australian Cattle Dog

Também conhecido como Blue Heeler, por causa da sua pelagem, essa raça é muito brincalhona, fiel ao seu dono e precisa de muito espaço para praticar exercício. Tem um grande instinto de proteção o que pode torná-lo menos tolerante com pessoas e animais estranhos, possui instinto para ser um cão de guarda e para receber treinamentos.

O Australian Cattle Dog é resistente, muito independente e incansável, traços naturais de um pastor de gado. Ele precisa ser desafiado mentalmente e fisicamente, se você não arrumar algo para ele fazer, com certeza ele vai arrumar algo pelo meio do caminho.

9º Rottweiler

De origem alemã, o Rottweiler vem da família do Mastiff Italiano e é uma raça que possui uma função natural para a guarda e o pastoreio. Ao contrário do que muitos pensam essa raça não é agressiva, mas na verdade, muito protetora, nele predomina o instinto de alerta, por isso, atualmente é usado como cão policial, cão de guarda e de alerta.

O Rottweiler possui um temperamento dócil, mas tem uma noção de poder muito grande, por isso, é importante desde filhote fazer o seu adestramento e a socialização com outros cães e pessoas fora do seu convívio. Eles são ótimos com crianças, para ele um treino de obediência e apresentação a diversos estímulos desde pequeno é essencial.

8º Papillon

Você também pode ter conhecido essa raça pelos nomes: Spaniel Anão Continental, Épagneul Naim Continental ou Phalén. O Papillon é um cãozinho amigável, brincalhão, muito elegante e apegado aos donos. Ele tem muita energia, é dócil com outros animais e muito fácil de ser treinado.

Da família do Spitz e Spaniel, a raça de origem francesa tinha como função principal ser um cão de colo pelo seu tamanho e amabilidade com os donos. Entre os cachorros de pequeno porte, ele é o mais obediente e ágil, é amigável com estranhos e crianças, necessitam de caminhadas diárias e brincadeiras que o estimulem mentalmente.

7º Labrador

Quem tem um Labrador sabe o quão amorosos e simpáticos eles são. Ele teve origem no Canadá com função de busca na água, mas, atualmente, é conhecido por ser brincalhão, ter muita energia, fazer amizade fácil com estranhos e outros animais, ser muito apegado aos seus donos e por ser uma das raças mais indicadas no auxílio a deficientes visuais, devido a sua facilidade de guarda e treinamento.

O Labrador tem muito entusiasmo, vontade de agradar, adora aprender, é obediente, eles nem percebem o tamanho da sua força, mas exatamente por isso, é importante não deixar esse cão entediado dentro de casa, porque senão a sua casa pode virar um brinquedo de mastigar. Essa é uma das raças mais indicadas para casas com crianças, eles são muito pacientes e com o treinamento e estímulos adequados vão seguir sempre as regras.

6º Pastor de Shetland

Para os íntimos “Sheltie”, essa raça é facilmente adestrada, tem origem na Escócia e sua função era pastorear ovelhas e pelas suas raízes pode ter uma tendência a latir bastante. O Pastor de Shetland tem necessidade de agradar a sua família, gosta de brincar, tem muita energia, faz amizade facilmente com outros cães, mas não com pessoas estranhas. Além disso, essa raça precisa de muito exercício e tem um instinto de cão de guarda.

A combinação da sua inteligência, sensibilidade e desejo de agradar, faz dele uma cão muito obediente e amável com sua família. É excelente para casas com crianças, mas hora ou outra pode dar mordidinhas no calcanhar durante as brincadeiras.

5º Doberman

Essa raça da linha dos Mastiff teve sua origem na região da Alemanha e sua função original era de guarda. Tem muita energia, elevado instinto protetor, e por isso, é um excelente cão de guarda, é muito apegado ao seu dono, mas não faz muita amizade com estranhos e outros animais. Essa raça precisa de muito exercício, mas não gosta muito de brincadeiras, tem facilidade de treinamento e está sempre pronto para proteger a sua família.

Ele adora desafios mentais, alguns cães da raça apresentam instintos dominantes, mas a maioria são receptivos aos desejos de seus donos. A necessidade de proteger sua casa e seu território faz com que ele seja meio desconfiado com outros cães e pessoas que não são do seu ambiente familiar. O Doberman será um cão feliz se puder fazer longas corridas ao ar livre e viver livre no quintal compartilhando a casa com o seu dono.

4º Golden Retriever

O Golden lembra o Labrador por causa da sua doçura, mas ao contrário dele, o Golden Retriever tem um comportamento mais calmo e se adapta em apartamentos. A raça teve origem na Inglaterra e sua função principal era ser um cão de busca, também conhecido como Retriever Amarelo essa raça tem bastante energia, ama brincadeiras, tem facilidade para fazer amizade com outros cães e pessoas que não são do seu convívio, tem um grande apego pelo seu dono e facilidade de receber treinamentos.

O Golden também gosta de agradar o seu dono e é muito companheiro da sua família. É importante não ignorar a sua força física e natureza ativa, por isso, mesmo se a sua casa for em um apartamento, leve-o para fazer longas caminhadas diárias e introduza em sua rotina brincadeiras que o desafie mentalmente. O Golden tem uma obediência competitiva, ama aprender e gosta de brincadeiras de pegar.

3º Pastor Alemão

No top três das raças mais inteligentes do mundo está o Pastor Alemão, um cão que desempenha muito bem as funções de pastor de ovelhas, guarda e cão policial. Ele tem muita energia, gosta de brincadeiras, faz amizade facilmente com outros animais domésticos, mas não se dá tão bem com outros cães, seu instinto de proteção é muito elevado, precisa praticar muito exercício e seu instinto dominante é o de guarda.

A sua facilidade de treinamento faz dessa raça uma das mais inteligentes do mundo e uma das mais escolhidas para estrelar filmes e séries. Ele é leal, fiel aos seus donos, são calmos, muito alertas e reservados com estranhos. Se a sua intenção para essa raça é não tê-lo para a guarda, é importante fazer os estímulos certos desde filhote, acostume-o com todas as pessoas que chegarem na sua casa.

O Pastor Alemão está sempre pronto para aprender e seu olfato aguçado e perfil de defesa tornam a raça uma das mais escolhidas para se tornarem cães policiais.

2º Poodle

Essa raça é muito popular no Brasil, especialmente em seu porte anão e toy, mas ele pode variar entre os portes gigante e médio. O Poodle teve origem na Alemanha e Europa Central, os de tamanho gigante, médio e anão tinham funções de busca na água e artística, enquanto os toys eram cães de colo e companhia. Em todos os seus tamanhos, a raça possui naturalmente muita energia, ama brincar, faz amizade com outros cães e estranhos, o gigante tem um instinto maior de proteção em relação aos outros, tem maior necessidade de exercício, todos tem um grande apego com seus donos e facilidade para serem treinados.

O Poodle Gigante e Standard dentre todos é o mais inteligente, ama aventuras, correr, nadar e brincadeiras de buscar. É uma excelente raça para casas com crianças, mas pode ser reservado com estranhos. O Poodle Toy é muito ativo e tem necessidade de agradar, é obediente e está entre as raças mais populares do mundo. O Poodle desse porte costuma se apegar a apenas uma pessoa da casa, é ótimo com crianças, mas tem uma tendência a latir bastante.

O Poodle Micro Toy é considerado uma das raças mais fáceis de treinar, ele é muito alerta, tem desejo de agradar, tem devoção à sua família, é reservado com pessoas estranhas e também tem tendência a latir bastante. Independente do porte, todos eles precisam de caminhadas diárias e estímulos mentais, como treinos rápidos de obediência, por exemplo.

1º Border Collie

E o primeiro lugar vai para… o Border Collie! São lindos, extremamente amigáveis, mas nem um pouco ideais para espaços pequenos como apartamentos, por exemplo. Original da Grã-Bretanha sua principal função era pastorear ovelhas, devido o seu trabalho rápido e obediência. Essa raça precisa de muito espaço para brincar e correr porque a sua energia é grande, ama brincar, tem facilidade de se relacionar com outros cães, se apega muito ao seu dono e é obediente a ele.

O Border Collie não gosta muito de se relacionar com pessoas estranhas, além disso, a raça costuma ser muito concentrada e faz com facilidade o que costuma desagradar outros animais. Ele precisa de uma ocupação, nada o deixará mais infeliz do que a falta de exercícios físicos e mentais, ao mesmo tempo tem necessidade de contato constante com a sua família.

Comportamento compulsivo em cães

Sabe aquela mania de perseguir o próprio rabo que seu cachorro tem? Muitas vezes até damos risada, mas esse hábito, aparentemente inocente, pode indicar o início de uma compulsão. Alguns animais, por exemplo, desenvolvem transtornos tão graves que praticam a mania durante todo o tempo que estão acordados, deixando de se alimentar, se  hidratar e praticar exercícios.

Antes de entender o comportamento compulsivo é importante compreender o que desencadeou essas manias. Entre as principais causas estão: mudança drástica na rotina do animal, mudança de casa, a chegada de uma pessoa nova na família, entre outros. Vale verificar também se a causa é física, problemas de pele ou parasitas podem levar os animais a se coçarem sem parar até causarem ferimentos graves, por isso, faça uma checagem em todo o corpo do cão para eliminar todas as possibilidades.

Recentemente eu atendi uma cocker spaniel, que pela sua linhagem costuma ter um comportamento dócil, mas esse não era mais o caso da Lana, de 5 anos. Após a chegada do mais novo membro da família, o Enzo de apenas 2 meses, a pet começou a apresentar lambedura na pata dianteira. A família fez a interação entre o bebê e o cão, tentaram reforços positivos, até chegarem ao meu consultório. Tudo indicava stress, mas eu senti que nesse caso o problema era outro.

Acabei descobrindo uma predisposição genética que gerou desequilíbrio químico nos neurotransmissores da Lana, levando ao seu comportamento atual. Quando a mania é biológica, a primeira medida é inserir uma rotina de exercícios físicos, além disso, medicamentos também podem ajudar a reverter o distúrbio. Vale lembrar que é sempre indicado procurar um veterinário para auxiliar no melhor tratamento.

Como ajudar o seu melhor amigo?

Antes de mostrar dicas de como ajudar o seu pet, veja alguns comportamentos que podem servir de alerta:

– Perseguir constantemente o próprio rabo
– Perseguir objetos que não existem
– Latir sem parar
– Se alimentar sem controle
– Lamber constantemente uma área do corpo
– Coçar ou morder sem parar o próprio corpo
– Fixar-se a um brinquedo

Identificou algum desses comportamentos no seu melhor amigo? Consulte um veterinário e tenha muito carinho e paciência durante o processo de mudança. Inclua em sua rotina fazer pelo menos uma volta no bairro por dia, quanto menor for o espaço que seu pet tem em casa para gastar energia, maior deve ser o tempo dedicado ao passeio.

Cachorro com hábitos compulsivos não deve ficar longos períodos sozinho, mas se você trabalha fora e não tiver outra solução, deixe brinquedos e artefatos que o distraia na sua ausência. Aposte nos brinquedos de forrageamento, são brinquedos que promovem o enriquecimento ambiental, estimulando os sentidos e o desenvolvimento dos animais, dessa forma, ele não se sente entediado ou preso, é quase como reconectar o seu cão aos seus instintos ancestrais.

Para evitar que seu animal enfrente problemas de stress relacionados a mudanças de rotina ofereça para ele possibilidades, mostre todos os dias o mundo lá fora, faça com que ele conheça pessoas novas, sinta cheiros diferentes, não o deixe aprisionado a um único ambiente ou as mesmas pessoas.

Por fim, pense no seu animal como um ser que sente, que ama e que quando chega em uma família merece ser tratado com respeito e responsabilidade. Mania de cão merece atenção, investigue todo o ambiente que você vive, preste atenção se o seu animal tem uma alimentação balanceada, se pratica exercícios regulares, faz visitas ao veterinário, ah e por fim, brincadeiras e muita cumplicidade é a chave para tudo.

 

 

 

Meu cão é agressivo, e agora?

Muitos donos me procuram com essa pergunta, mas sabe qual é a boa notícia, todo cão pode ser reabilitado se esse processo for realizado com paciência e amor. O importante é descobrir o que está tornando o animal antissocial e em consequência agressivo.

Na maioria dos casos percebemos que um cachorro acuado, com medo, responde com agressividade. Recentemente eu atendi um schnauzer mini chamado Alfredo que era extremamente dócil, a não ser quando ficava exposto a barulhos intensos, como fogos de artifícios, por exemplo. Nesse momento se ele fosse manipulado ou retirado do seu lugar de segurança ele mordia e era agressivo com seus donos.

Normalmente quando o cão demonstra o primeiro sinal de agressividade ele rosna, nós naturalmente respondemos a esse sinal nos afastando, afinal, quem quer levar uma mordida? Porém, ao recuarmos o animal entende que recompensamos o comportamento dele, ou seja, toda vez que ele rosnar, ele domina a situação.

Se o seu cão tem um comportamento antissocial, separei algumas dicas que pode ajudar a reverter essa situação.

Entenda porque o animal tem um comportamento difícil

Saber a raiz do problema é essencial, como no caso do schnauzer Alfredo, era apenas uma questão de transformar o barulho em algo natural, para isso basta oferecer petiscos e fazer brincadeiras toda vez que acontecerem os barulhos, é uma missão e tanto, mas com amor e dedicação a família deixará a vida do cão mais tranquila e, em breve, ele será reabilitado.

Alguns animais, especialmente os adotados, podem ter um histórico difícil e isso reflete em seu comportamento atual. Questões genéticas também podem influenciar em sua socialização, defesa de território com a chegada de um novo bichinho na família e até mesmo a combinação de mais de um dos fatores citados anteriormente.

Levante a bandeira do reforço positivo e do amor

Se temos um cão agressivo usar punições para mudar esse cenário parece um caminho para o fracasso certo? Cães antissociais avisam através de alguns sinais que algo não vai bem, mas se o dono apenas puni-lo por se comportar mal, ele não vai mais avisar, será apenas agressivo.

Através do reforço positivo mostramos alternativas para o animal, que vai receber algo bom pela melhora do seu comportamento e durante todo o processo será envolvido por carinho. Quando um animal está agressivo é indicado treinar obediência básica, comandos como sentar, soltar, ficar e passear com a guia pode tirá-lo rapidamente do seu estado agressivo e fazer o animal ouvir o seu dono.

Busque ajuda profissional

Nesse momento um adestrador, especializado em comportamento animal, pode ser de grande auxílio na ressocialização desse cão. Muitas vezes, com a melhor das intenções, os donos podem seguir por caminhos que pioram o quadro, por isso, chame um especialista. Nesses casos um adestrador, zootecnista ou veterinário podem ajudar.

Com a metodologia certa, paciência e amor é possível reverter o quadro de um cão agressivo. Não tenha medo de pedir ajuda e enfrentar esse processo, será recompensador ver a transformação do seu melhor amigo.