Eu preciso passear todo dia com o meu cachorro?

Essa pergunta gera muito polêmica entre os donos, especialmente entre aqueles que possuem quintais com bastante espaço para os cães correrem. Não importa se a sua casa é grande, ou se a raça do seu cachorro é de um porte pequeno, o passeio é fundamental para a liberação da serotonina e dopamina, neurotransmissores que relaxam não só o animal, mas também os seres humanos.

Durante o passeio, o cão explora novos ambientes, que oferecem para ele um enriquencimento ambiental repleto de novos cheiros, contatos com outros animais, pessoas, inclusive outros sons, que muitas vezes o animal precisa vivenciar para não se tornar ansioso. É comprovado que um passeio libera 20 horas de serotonina e dopamina no cérebro dos animais, por isso, é importante tornar essa atividade diária, dessa forma, você mantem a sensação de bem-estar e energia do seu melhor amigo.

Se o seu cão é do tipo que puxa muito a coleira, ou seja, que possue um comportamento ansioso durante os passeios, praticar essa atividade regularmente vai torná-la cada vez mais natural e deixá-lo menos suscetível negativamente a essa prática. Eu costumo indicar para donos que possuem animais agitados e que destroem tudo que encontram pela frente, primeiro brincadeiras diárias e segundo os passeios, que ajudam a gastar energia e aproximam ainda mais os animais de seus proprietários.

Como ter um passeio mais agradável?

Muitos cachorros puxam a coleira e dependendo do tamanho e da força do animal, o dono se sente levado para passear e não o contrário. Para tornar o passeio mais agradável deixe a coleira um pouco frouxa, leve petiscos para gerar interesse do animal e comece andando rápido sem direção até o cão prestar atenção em você, quando ele fizer isso, ofereça um petisco e parabenize-o, em seguida volte  a andar da mesma forma.

A repetição desse movimento vai despertar o interesse do animal, que sabe que pode ganhar uma recompensa. Em nenhum momento puxe a coleira, torne o movimento natural e elogie seu cão quando ele respeitar o comando de olhar para você. Após esse treinamento, direcione o cachorro para o seu lado esquerdo, mantenha os elogios e os petiscos, claro que, durante todo o processo você precisa notar o animal caminhando do seu lado e te seguindo sem nenhum esforço.

Com o tempo, esse treinamento avança para um ponto em que o animal para junto com o dono e se senta. Esse comportamente é ideal especialmente ao atravessar uma rua, isso oferece mais segurança para o cão e seu dono. Depois que o pet aprender a andar do seu lado sem puxar a coleira, sempre o recompense quando ele parar junto com você e se sentar para te esperar. Normalmente o cachorro leva em média de duas a três sessões de adestramento para aprender o conceito do passeio e até dez para finalizar o treinamento.

Esse comando é muito importante não só para deixar o passeio com seu melhor amigo mais prazeroso, mas também para deixá-lo completamente seguro e sem ansiedades. Curtiu a dica? Deixe sua história nos comentários.

 

Como adestrar gatos domésticos?

 

Os gatos são por natureza mais independentes e esse comportamento parece que torna a possibilidade do adestramento mais distante, mas isso é um mito. Com paciência e carinho você pode ajudar qualquer animal doméstico a reverter problemas de comportamento. Para começar compreenda que os gatos prestam atenção em comandos por poucos minutos, por isso, não adianta desgastar a rotina do animal é, preciso respeitar o seu tempo.

O método de recompensas vale também para os felinos, não são só os cachorros que retornam a comandos em troca de carinho e petiscos, o reforço positivo é importante no treinamento comportamental de qualquer animal. Além de melhorar a vida do felino, o processo de adestramento será recompensador também para o dono, que terá mais tempo de qualidade com seu pet, os dois lados ganham.

Precisam passar por adestramento, gatos com problemas para fazer as suas necessidades no local correto, que sobem em locais inapropriados, arranham móveis, cortinas, que desenvolveram comportamento agressivo, entre outros hábitos. Para começar a mudar o comportamento desse animal crie um ambiente estimulante com brinquedos, arranhadores em espaços predefinidos, além disso, é preciso disponibilizar uma caixa higiênica apropriada.

Além desses passos simples, separei 5 dicas que você pode seguir na sua casa para começar o adestramento do seu gato.

Dicas para o adestramento  de gatos domésticos

1 – Para ensinar seu gato a fazer as necessidades na caixa de areia basta mantê-la sempre limpa, não mudá-la de lugar e levá-lo algumas vezes até ela para criar o hábito. Existem também educadores sanitários, que atraem os animais para fazerem suas necessidades no local demarcado.

2 – Associe o nome do felino a algo positivo, sempre diga seu nome e em seguida faça um carinho e o elogie. Assim, quando ele escutar a palavra “não” com uma entonação diferenciada, entenderá que algo não pode ser feito.

3 – Gestos e comandos vão se tornar parte da rotina do adestramento, a repetição, um dia e um período curto de tempo por vez, a paciência aqui é a alma do negócio. Não se desespere e faça vários comandos de uma vez, não é assim que a mente dos gatos funciona.

4 – Além de elogiar, oferecer petiscos é uma prática comum durante o adestramento. Depois de cada comportamento positivo e atividade praticada é normal oferecer um petisco ao animal. Essa etapa complementa a fase de repetição do nome associado a algo positivo.

5 – Por fim, a técnica de diminuir e ampliar o espaço do gato é muito positiva durante o treinamento. Parece confuso, mas dessa forma você ensina o positivo e o negativo, toda vez que o animal se aproximar do seu espaço de brincadeiras o dono usará a palavra de comando “venha”, assim ele vai associar esse ambiente a algo prazeroso, mas se ele subir em um lugar proibido ouvirá o comando “não”, assim delimita na casa os espaços permitidos e proibidos.

 

Comportamento compulsivo em cães

Sabe aquela mania de perseguir o próprio rabo que seu cachorro tem? Muitas vezes até damos risada, mas esse hábito, aparentemente inocente, pode indicar o início de uma compulsão. Alguns animais, por exemplo, desenvolvem transtornos tão graves que praticam a mania durante todo o tempo que estão acordados, deixando de se alimentar, se  hidratar e praticar exercícios.

Antes de entender o comportamento compulsivo é importante compreender o que desencadeou essas manias. Entre as principais causas estão: mudança drástica na rotina do animal, mudança de casa, a chegada de uma pessoa nova na família, entre outros. Vale verificar também se a causa é física, problemas de pele ou parasitas podem levar os animais a se coçarem sem parar até causarem ferimentos graves, por isso, faça uma checagem em todo o corpo do cão para eliminar todas as possibilidades.

Recentemente eu atendi uma cocker spaniel, que pela sua linhagem costuma ter um comportamento dócil, mas esse não era mais o caso da Lana, de 5 anos. Após a chegada do mais novo membro da família, o Enzo de apenas 2 meses, a pet começou a apresentar lambedura na pata dianteira. A família fez a interação entre o bebê e o cão, tentaram reforços positivos, até chegarem ao meu consultório. Tudo indicava stress, mas eu senti que nesse caso o problema era outro.

Acabei descobrindo uma predisposição genética que gerou desequilíbrio químico nos neurotransmissores da Lana, levando ao seu comportamento atual. Quando a mania é biológica, a primeira medida é inserir uma rotina de exercícios físicos, além disso, medicamentos também podem ajudar a reverter o distúrbio. Vale lembrar que é sempre indicado procurar um veterinário para auxiliar no melhor tratamento.

Como ajudar o seu melhor amigo?

Antes de mostrar dicas de como ajudar o seu pet, veja alguns comportamentos que podem servir de alerta:

– Perseguir constantemente o próprio rabo
– Perseguir objetos que não existem
– Latir sem parar
– Se alimentar sem controle
– Lamber constantemente uma área do corpo
– Coçar ou morder sem parar o próprio corpo
– Fixar-se a um brinquedo

Identificou algum desses comportamentos no seu melhor amigo? Consulte um veterinário e tenha muito carinho e paciência durante o processo de mudança. Inclua em sua rotina fazer pelo menos uma volta no bairro por dia, quanto menor for o espaço que seu pet tem em casa para gastar energia, maior deve ser o tempo dedicado ao passeio.

Cachorro com hábitos compulsivos não deve ficar longos períodos sozinho, mas se você trabalha fora e não tiver outra solução, deixe brinquedos e artefatos que o distraia na sua ausência. Aposte nos brinquedos de forrageamento, são brinquedos que promovem o enriquecimento ambiental, estimulando os sentidos e o desenvolvimento dos animais, dessa forma, ele não se sente entediado ou preso, é quase como reconectar o seu cão aos seus instintos ancestrais.

Para evitar que seu animal enfrente problemas de stress relacionados a mudanças de rotina ofereça para ele possibilidades, mostre todos os dias o mundo lá fora, faça com que ele conheça pessoas novas, sinta cheiros diferentes, não o deixe aprisionado a um único ambiente ou as mesmas pessoas.

Por fim, pense no seu animal como um ser que sente, que ama e que quando chega em uma família merece ser tratado com respeito e responsabilidade. Mania de cão merece atenção, investigue todo o ambiente que você vive, preste atenção se o seu animal tem uma alimentação balanceada, se pratica exercícios regulares, faz visitas ao veterinário, ah e por fim, brincadeiras e muita cumplicidade é a chave para tudo.